Câncer Urológico

Ilustração sobre câncer urológico

Além do câncer de próstata, o urologista é o médico responsável pelo diagnóstico e tratamento dos outros tumores do trato urinário — que acometem homens e mulheres. Os mais comuns são os cânceres de bexiga, de rim e de testículo. Assim como no câncer de próstata, o diagnóstico precoce é o que mais influencia as chances de cura.

Um sinal merece destaque logo de início, porque é comum a esses tumores e costuma ser o primeiro aviso do corpo: sangue na urina.

Sangue na urina — o sinal que não deve ser ignorado

A presença de sangue na urina (hematúria) é o sintoma mais importante dos cânceres de bexiga e de rim. Ela pode ser visível, deixando a urina avermelhada, ou aparecer apenas em um exame de urina de rotina.

Na maioria das vezes, o sangue na urina tem causas benignas — como infecção ou cálculos. Mas, justamente por poder ser o primeiro sinal de um tumor, nunca deve ser ignorado, mesmo quando aparece uma única vez e some. Ao notar sangue na urina, o caminho certo é procurar um urologista para investigar.

Câncer de bexiga

É o tumor mais frequente do trato urinário depois da próstata. O principal sintoma é o sangue na urina, muitas vezes sem dor. Pode vir acompanhado de ardência, urgência ou aumento da frequência urinária — sintomas que se confundem com os de uma infecção, o que às vezes atrasa o diagnóstico.

O tabagismo é, de longe, o principal fator de risco. O diagnóstico costuma envolver exames de urina, imagem e a cistoscopia (avaliação do interior da bexiga com uma câmera). Muitos tumores de bexiga são superficiais e podem ser tratados por via endoscópica, pela uretra, sem cortes externos; casos mais avançados exigem tratamentos mais amplos.

Câncer de rim

O câncer de rim muitas vezes não dá sintomas nas fases iniciais e acaba sendo descoberto por acaso, em um ultrassom ou tomografia feitos por outro motivo — o que, na prática, costuma ser um diagnóstico precoce e favorável. Quando há sintomas, os mais comuns são sangue na urina, dor na região lombar ou nas laterais do corpo e perda de peso sem explicação.

Obesidade, tabagismo e hipertensão estão entre os fatores de risco. O tratamento é principalmente cirúrgico, e um ponto é importante: em boa parte dos casos é possível remover apenas o tumor, preservando o rim — uma cirurgia que pode ser realizada pela via robótica, favorecendo a precisão nessa preservação.

Câncer de testículo

Diferentemente dos anteriores, é um câncer que atinge sobretudo homens jovens, entre cerca de 15 e 40 anos. O sinal mais comum é o aparecimento de um nódulo ou aumento de volume no testículo, geralmente sem dor. Por isso o autoexame e a atenção a qualquer alteração são tão importantes nessa faixa etária.

A boa notícia é que o câncer de testículo é um dos tumores com maiores chances de cura, mesmo em fases mais avançadas, especialmente quando tratado precocemente. A avaliação inicial inclui exame físico, ultrassom e exames de sangue específicos.

Diagnóstico e tratamento

Cada um desses tumores tem sua forma de investigação e seu tratamento, que depende do tipo, do estágio e das condições de cada paciente. O que todos têm em comum é o essencial: quanto mais cedo o diagnóstico, melhores os resultados. Na consulta, avaliamos os sintomas e os exames e definimos, juntos, a melhor conduta — do acompanhamento à cirurgia, incluindo, quando indicada, a via robótica.

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